terça-feira, 24 de julho de 2018

FMI reduz para 1,8% previsão de crescimento do Brasil em 2018

Atribuindo a decisão à paralisação dos caminhoneiros e à piora das condições econômicas globais, o Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou, nesta segunda-feira (23), a previsão de crescimento do Brasil em 2018. A estimativa, agora, é que o país cresça 1,8% neste ano – antes, esse número era de 2,3%. Para 2019, o fundo manteve a previsão de 2,5% de alta.
O diretor do FMI para as Américas, Alejandro Werner, ponderou que a recuperação econômica na América Latina tem sido mais difícil para alguns países.  “Pressões do mercado em nível global foram amplificadas por vulnerabilidades específicas”, afirmou, citando as tensões no comércio internacional após a introdução de tarifas pelos EUA e condições financeiras mais restritivas.
No Brasil, além da paralisação dos caminhoneiros, também pesa a incerteza das eleições presidenciais – cujo resultado ainda pode alterar as expectativas de crescimento para baixo. O Fundo voltou a destacar a necessidade de uma reforma da Previdência no país, considerada “uma medida fundamental” rumo ao equilíbrio fiscal. Mas Werner afirmou que o Brasil deve manter seu ritmo de crescimento moderado, puxado pelo consumo e pelo investimento privados.
Na última semana, a equipe econômica do governo Temer confirmou que a projeção para o PIB foi revisada de uma alta de 2,5% para 1,6% neste ano, por causa da paralisação dos caminhoneiros. A deterioração de expectativas também fez o Ministério da Fazenda cortar a previsão para a expansão da atividade em 2019 de 3,3% para 2,5%.
https://www.folhape.com.br/economia/economia/geral/2018/07/23/NWS,75785,10,478,ECONOMIA,2373-FMI-REDUZ-PARA-PREVISAO-CRESCIMENTO-BRASIL-2018.aspx

Custódia: Entrega de novos fardamentos para Garis e Operários da Prefeitura

A Prefeitura de Custódia, através da Secretaria de Obras e Diretoria do Meio Ambiente, entregaram na manhã desta terça-feira (24), os novos fardamentos para os servidores da limpeza urbana do município e operários da Prefeitura. A entrega ocorreu no pátio da Secretaria de Obras, e contou com à presença do Secretário da pasta Manoel Messias, do Diretor Meio Ambiente Berg Lira, dos Secretários Sávio Amorim e Jobson Góis, Administração e Assistência Social, respectivamente, operários e garis e outros servidores da Administração Municipal.
A ação foi coordenada pela Secretaria de Administração. Cada servidor recebeu novos fardamentos, incluindo calça, camisa, boné, luvas e botas.
“Vocês fazem um trabalho fundamental para a cidade. Um trabalho muitas vezes invisível, mas que aparece quando vemos nossas ruas e praças limpas e bem cuidadas. Espero que esses novos fardamentos possam contribuir com uma melhoria nas condições de trabalho,” afirmou o Secretário Manoel Messias.
Prefeitura de Custódia - Reconstruindo com amor.

Em Flores, puericultura nas UBSs reforça atendimento às crianças

A Secretaria Municipal de Saúde de Flores tem impulsionado através de diversas ações ligadas a atenção básica de saúde do município, várias atividades promotoras de mais acompanhamento e monitoramento da qualidade dos serviços prestados pela pasta, que também destaca a Zona Rural como foco primordial.
A comunidade da Matolotagem, situada na região rural de Flores, recebeu em sua UBS – Unidade Básica de Saúde - um evento comemorativo promovido pela Prefeitura Municipal e a referida Secretaria, onde o objetivo foi “estimular os Pais a acompanharem de forma integral, o processo saudável de desenvolvimento de seus filhos”.
A ação foi totalmente voltada à informação que os adultos Florenses necessitam para que, saibam prevenir e detectar em suas crianças, logo cedo, distúrbios que podem afetar as mesmas, como: Distúrbio do Crescimento Estatural, de nutrição e do sistema neuropsicomotor.
Com essas informações, a pasta de Saúde do Município governado por Marconi Santana, terá mais facilidade em garantir de forma qualificada, tratamentos e atendimentos mais ágeis e mais adequados a essas crianças, freando de forma precoce e hábil os prejuízos irreversíveis que esses distúrbios podem causar nos pequenos, quando estiverem grandes.
Desta forma a gestão municipal, mais uma vez, sai na frente na Região do Pajeú, com a puericultura, que é a área da saúde que se dedica ao estudo dos cuidados com o ser humano em desenvolvimento, mais especificamente com o acompanhamento do desenvolvimento infantil.
Chefia de Comunicação - Prefeitura de Flores 

Quixaba: Prefeitura amplia arborização e reforma pavimentação em Lagoa da Cruz

A prefeitura de Quixaba continua nos avanços de obras em todos os cantos do municipio, através da Secretaria de Infraestruturas municipal.
Preocupado com o bem estar dos moradores e alunos da Escola Tomé Francisco da Silva o prefeito Tião de Gaudêncio (PR), autorizou a implantação de arborização de 12 (doze) árvores  no Distrito de Lagoa da Cruz, que faz divisa com o municipio de Princesa Isabel, na Paraíba,   as quais estão localizadas à margem da Rodovia Estadual PE 329, na entrada do Distrito, próximo a referida escola.
Ainda realizando obras em Lagoa da Cruz, onde reside  o segundo maior número de Quixabenses, a prefeitura também executou reparos em diversos trechos do calçamento da avenida principal do Distrito, além da  manutenção de saneamento básico.
Apesar da falta de recursos por parte dos governos federal e estadual,  devido as burocracias, a prefeitura de Quixaba em realizando diversos trabalhos na zona rural e urbana com recursos próprios.










blogdocauerodrigues

Conheça os Projetos apresentados por Gonzaga Patriota: Projeto permite ingresso de aluno em universidade sem concluir ensino médio

A Câmara analisa o Projeto de Lei 4870/12, que permite a estudantes maiores de 16 anos de idade, aprovados em processo seletivo para universidades públicas, ingressar na graduação, mesmo que não tenham terminado o ensino médio. A condição prevista pelo texto do deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) é a conclusão do segundo ano.
Atualmente, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – 9.394/96) exige que o aluno tenha concluído o ensino médio para ingressar na universidade. Patriota argumenta que a lei não acompanhou a evolução dos processos seletivos, e essa exigência não faz mais sentido. “Se o estudante logrou êxito em processo seletivo para universidade pública, não merece ter sua aprovação frustrada”, argumenta.
Maturidade
Para o deputado, a aprovação mostra que o candidato está completo o suficiente para ingressar na graduação. “Esse aluno não merece perder uma conquista tão difícil e importante pelo fato de não ter concluído uma etapa que já demonstrou ter superado”, acrescenta.
Ainda segundo o parlamentar, a lei atual é constantemente questionada na Justiça por candidatos aprovados que não terminaram o nível médio. Na maioria das vezes, os juízes decidem em favor do aluno. “Somente para a Universidade de Brasília (UnB) encontramos 600 ações decididas a favor dos requerentes que pleiteavam uma vaga”, relata.
Tramitação
O projeto tramita em conjunto com o PL 6834/10, que tem caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Com informações da Agência Câmara Notícias

sábado, 21 de julho de 2018

Mais de 70% dos pequenos empresários usam redes sociais e aplicativos

Uma pesquisa realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) constatou que, nos últimos três anos, os pequenos negócios no Brasil investiram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais. Pelos dados, 72% utilizam o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% mantêm perfil no Facebook.
O estudo “Transformação Digital nas MPE” analisou a informatização das micro e pequenas empresas, no período de abril a junho deste ano, e fez 6.022 entrevistas em todo país, por porte e setor da empresa, sexo, faixa etária e escolaridade.
A pesquisa avaliou como o setor está envolvido no processo de mudança para a era digital, confirmando o crescimento do grau de informatização das empresas de micro e pequeno porte. Para 51% dos entrevistados, as vendas pela internet e redes sociais vão avançar mais do que as vendas tradicionais, nos próximos cinco anos.
A rede social Facebook e o aplicativo WhatsApp são as ferramentas mais usadas pelas micro e pequenas empresas na divulgação de produtos e serviços. Estes instrumentos também são utilizados para o relacionamento com os clientes.

Essenciais

Para a diretora técnica e presidente em exercício do Sebrae, Heloisa Menezes, o estudo mostra como as tecnologias digitais são essenciais nas atividades comerciais e nos negócios. “Vivemos numa era em que as pessoas passaram a adotar um comportamento cada vez mais digital. E para os pequenos negócios já é obrigatório ter uma presença nesse mundo tecnológico, utilizando as ferramentas que estão na palma da mão dos clientes a todo momento”, disse.
A proporção de empresas com página na internet mais do que dobrou, passando de 11% para 27% das MPE, sendo que o maior avanço ocorreu no uso das ferramentas digitais, em especial no caso do WhatsApp e do Facebook.
A quantidade de empresas com perfil no Facebook passou de 37% para 40%, enquanto o WhatsApp é usado por 72% do setor para se comunicar com clientes, principalmente para disponibilizar informação de produtos ou serviços (59%), atender o cliente “on-line” (59%) e fazer vendas (43%).
O Facebook é usado para os mesmos fins, porém, em menor intensidade (respectivamente 37%, 24% e 17%).
Comparação
Na comparação com o último estudo do Sebrae, de 2015, o uso de computadores nas empresas passou de 56% para 57% no caso dos microempreendedores individuais, de 83% para 89% nas micro empresas e de 94% para 97% nas empresas de pequeno porte.
Atualmente, 73% dos microempreendedores individuais, 91% das micro empresas e 99% dos empresários das empresas de pequeno porte acessam a internet e o fazem predominantemente por meio do celular e do computador na empresa.

Inscrições para o Fies terminam neste domingo (22)

O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) encerra, no próximo domingo (22), as inscrições para os candidatos ao crédito no segundo semestre deste ano. Serão ofertadas pelo menos 155 mil vagas, das quais 50 mil com juro zero. Os interessados podem se inscrever no sitedo programa na internet.
Pode concorrer às vagas do Fies quem fez uma das edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010 e teve média igual ou superior a 450 pontos, além de nota maior que zero na redação.
O novo Fies tem modalidades de acordo com a renda familiar do candidato. A modalidade que tem juro zero destina-se a candidatos com renda mensal familiar per capita de até três salários mínimos. Nesse caso, o financiamento mínimo é 50% do curso, enquanto o limite máximo semestral é R$ 42 mil.
A modalidade chamada de P-Fies é para candidatos com renda familiar per capita entre três e cinco salários mínimos. Nesse caso, o financiamento é feito por condições definidas pelo agente financeiro operador de crédito, que pode ser um banco privado ou fundos constitucionais e de desenvolvimento.
O resultado da seleção do Fies será divulgado no dia 27 deste mês, em chamada única. Os candidatos pré-selecionados deverão complementar as informações da inscrição no período de 27 a 31 deste mês e, em seguida, fechar a contratação do financiamento.
No caso dos estudantes inscritos no P-Fies, não haverá lista de espera. Os demais candidatos poderão manifestar interesse entre os dias 1º e 24 de agosto.
O Fies concede financiamento a estudantes em cursos superiores de instituições privadas que tenham avaliação positiva do Ministério da Educação. (AB)

A partir de hoje, EBC terá página na internet sobre eleições 2018

Empresa Brasil de Comunicação (EBC)lança nesta sexta-feira (20) página na web – que vai reunir todo o material jornalístico produzido sobre o processo eleitoral. A começar das convenções partidárias, que vão definir candidaturas próprias ou coligações. O endereço é www.ebc.com.br/eleicoes2018.
Estarão disponíveis matérias produzidas pela TV BrasilAgência Brasil e Rádio Nacional. A ação, em termos de distribuição e publicação, vai envolver também a Radioagência e o Portal EBC.
A cobertura dos veículos da empresa será temática e propositiva, centrada nos interesses dos cidadãos. Equipes de reportagem já viajam pelo país, produzindo séries de matérias especiais sobre grandes temas como saúde, segurança, educação e emprego. Além dos desafios e carências nestas áreas, o objetivo também é mostrar experiências bem sucedidas, caminhos que o presidente eleito poderá trilhar. As reportagens serão trabalhadas em diferentes linguagens pelos veículos da EBC, com o apoio da equipe de web.
Destaque ainda para a série de entrevistas com os candidatos à Presidência da República, que irá ao ar a partir do dia 16 de agosto, coincidindo com o início oficial da campanha. As entrevistas, ao vivo, serão veiculadas simultaneamente pela TV Brasil, rede da Rádio NacionalAgência BrasilPortal EBC e emissoras de rádio de todo o país que se interessarem em retransmiti-las.
As entrevistas serão mediadas pela jornalista Roseann Kennedy e contarão com as presenças de três jornalistas da EBC, representando os veículos da empresa.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Nenhum caso de sarampo é confirmado em Pernambuco desde 2014, diz SES

Após a confirmação de casos de sarampo em Rondônia e Amazonas, na Região Norte do Brasil, a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES) emitiu, nesta segunda-feira (9), comunicado informando que, no Estado, não há confirmações de casos da doença desde 2014. Apenas este ano, foram notificados 39 casos suspeitos de sarampo, entretanto todos foram descartados por critério laboratorial.
Apesar de não existir nenhuma confirmação, a SES informou ainda todo caso é analisado laboratorialmente e, independente do resultado, as “ações de prevenção são realizadas pelos municípios”. A secretaria reforçou que, para evitar o sarampo, é indicado tomar a vacina tríplice viral, que imuniza também o organismo contra a rubéola e a caxumba.
Indicação 
A vacina deve ser aplicada em crianças com 12 meses, com um reforço aos 15 meses com a tetra viral – sarampo, caxumba, rubéola e varicela. As crianças acima de 2 anos e jovens e adultos até os 29 anos não vacinados anteriormente devem tomar duas doses da tríplice viral, com intervalo de 30 dias entre elas.

Os adultos entre 30 e 49 anos não imunizados ou que não se lembram devem tomar dose única. Já os profissionais de saúde não vacinados devem tomar duas doses com a vacina tríplice viral, independente da idade.
https://www.folhape.com.br/noticias/noticias/saude/2018/07/09/NWS,74386,70,613,NOTICIAS,2190-NENHUM-CASO-SARAMPO-CONFIRMADO-PERNAMBUCO-DESDE-2014-DIZ-SES.aspx

Meta de reduzir em 10% a emissão de CO2 deve estimular demanda por etanol no Brasil até 2028, diz Unica

Entidades do setor sucroenergético comemoram a meta estipulada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), no âmbito da Política Nacional de Bicombustíveis (Renovabio), de reduzir em 10% a emissão de gás carbônico em dez anos, a partir do uso de bicombustíveis.
Além de representar 600 milhões de toneladas de dióxido de carbono a menos na atmosfera até 2028, a proposta deve aumentar a demanda por etanol no país dos atuais 26,7 bilhões para 47 bilhões de litros ao ano – crescimento de 76%.
“O Renovabio é o segundo Pró-Álcool. Não teve nenhuma política pública desde então e essa veio para ficar. Mas, o Pró-Álcool era só para brasileiro, visando o mercado interno. Hoje, o Renovabio é uma solução ambiental mundial”, diz Paulo Montabone, especialista em gestão de produção sucroalcooleira.
Diretor da Fenasucro & Agrocana, a maior feira do setor no mundo, que acontece anualmente em Sertãozinho (SP), Montabone diz que a indústria brasileira tem condições de atender a demanda por etanol, seja modernizando a estrutura que já existe ou implantando novas usinas.
“A Lamborghini que está circulando no Brasil é abastecida com 27% de etanol. Se você pegar a Fórmula Indy, também é feita a etanol. Então, eficiência nós já temos. Produção, estamos em busca. Falta muito pouco para o Renovabio ser o segundo Pró-Álcool”, diz.
Economista-chefe da União da Indústria Canavieira (Unica), Luciano Rodrigues explica que um dos principais pilares da Renovabio é justamente estabelecer metas de descarbonização em longo prazo, o que possibilita ao setor se preparar para atender à demanda.
“Você tem uma perspectiva – uma diretriz de longo prazo para o uso de bicombustíveis – bastante clara e, consequentemente, como a gente compõe o mercado, uma noção razoável da participação, da necessidade de etanol nos próximos dez anos”, diz.

Crédito de Carbono

Ao mesmo tempo, ainda segundo Rodrigues, a Renovabio é inovadora na medida em que o benefício ambiental ganha valor econômico: cada tonelada de carbono que deixar de ser liberada se transformará em um título que poderá ser comercializado em bolsas de valores.
O chamado Crédito de Descarbonização por Biocombustíveis (CBio) será emitido pelo produtor de acordo com a sua eficiência ambiental. Já os distribuidores de combustíveis cumprirão a meta ao demonstrar a propriedade dos CBios em sua carteira.
“A ideia é que, com o passar do tempo, todo mundo busque cada vez mais eficiência, ou seja, produzir com menor nível de emissão, porque vai poder gerar mais títulos, vai ter uma receita adicional por esse benefício ambiental cogerado.”
Para que a emissão do CBio ocorra, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) está estudando, junto com as entidades do setor sucroenergético, como ocorrerá o processo de certificação dos produtores. A resolução estabelecendo esses parâmetros deve ser publicada em 2019.
“Cada produtor, cada fábrica de biodiesel terá que se certificar. Vai haver uma ferramenta chamada ‘Renovacalc’. A usina vai abrir essa calculadora e lançar os dados do seu processo produtivo, que serão validados por uma empresa de auditoria. A partir daí, será possível saber qual a redução de carbono da planta industrial”, diz Rodrigues.
Segundo a Unica, a emissão e o controle do CBio estão sendo discutidos pelo governo federal, juntamente com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e as bolsas de valores. A primeira versão dessa regulamentação deve ser divulgada até o final de 2018.
“Para verificar a meta de eficiência ambiental do produtor, será feita uma análise do ciclo de vida. Eles analisarão todo o processo de produção do biocombustível, desde o fertilizante utilizado na lavoura, até o consumo no veículo, e calcular quanto de emissão de carbono foi realizada”, diz.

Escola de Contas promove curso online e gratuito sobre Portal da Transparência Municipal

No último mês de junho, o Tribunal de Contas publicou no Diário Oficial a Resolução TC nº 33/2018, que regulamenta a transparência na administração pública. A resolução determina, entre outras ações, que o jurisdicionado deve disponibilizar as informações de interesse público em site oficial e Portal de Transparência na internet com domínio do tipo governamental (gov.brleg.brjus.br,mp.br, etc).
Com o objetivo de contribuir para que os entes municipais melhorem a qualidade das informações disponibilizadas nos Portais da Transparência, a Escola de Contas Públicas (ECPBG) está promovendo o novo curso online, gratuito e autoinstrucional “Transparência Pública Municipal”, de 16 a 23 de julho. Inicialmente o curso foi oferecido online com tutoria da auditora de controle externo do TCE, Sandra Inojosa. Devido ao sucesso da capacitação, com cinco turmas lotadas, e a permanente demanda pelo assunto, a ECPBG adaptou o conteúdo para o formato autoinstrucional, visando atender mais jurisdicionados.
O conteúdo do curso foi planejado para capacitar os gestores e servidores das áreas financeira, contábil, planejamento, orçamento e tecnologia da informação, que são responsáveis por elaborar ou alimentar as informações no Portal da Transparência da Prefeitura ou Câmara do município.
A capacitação será dividida em três módulos. No primeiro deles, “Portal da Transparência e Legislação Federal”, os participantes vão analisar as exigências contidas nos normativos federais, com destaque para LRF e Lei da Transparência. No módulo “Resolução do TCE-PE atualizada”, serão apresentados os requisitos a serem obedecidos e elementos a serem disponibilizados, com base na nova Resolução do TCE. E no último módulo, serão abordados os critérios de avaliação e diagnóstico do Índice de Transparência dos Municípios Pernambucanos.
As inscrições podem ser feitas até 13 de julho no site da Escola. Para maiores informações, entre em contato pelo 3181.7949 e ead@tce.pe.gov.br.
http://nilljunior.com.br/

No caso Lula, a Justiça saiu perdendo

Lula preso, Lula livre, Lula preso, Lula livre… A gangorra jurídica de domingo não afetou tanto o ex-presidente, que nem chegou a sair da cela. Quem mais perdeu foi a Justiça, que recebeu novos arranhões numa imagem que já andava desgastada.
Não é difícil apontar a primeira lambança. De plantão no TRF-4, o desembargador Rogério Favreto usou um argumento exótico para determinar a libertação do petista. Afirmou que seria preciso garantir a “isonomia” e a “liberdade de expressão” na corrida presidencial.
Para justificar a decisão em caráter de urgência, Favreto sustentou que a pré-candidatura de Lula seria um “evidente fato novo”. Só para alguém que acabou de chegar de Marte. No mundo que habitamos, o ex-presidente já está em campanha desde o ano passado.
Antes que o petista deixasse a cadeia, o juiz Sergio Moro se mexeu. De férias, ele se insurgiu contra a ordem de soltura e orientou a Polícia Federal a ignorá-la. Acrescentou que o desembargador seria “absolutamente incompetente” para conceder o habeas corpus.
Na prática, assistiu-se a uma quebra de hierarquia. Juiz de primeiro grau, Moro não tem poderes para rever ou censurar decisões de instância superior. Não é a primeira vez que ele é acusado de fazer isso na Lava-Jato.
O desembargador João Gebran Neto entrou em campo para apoiar o juiz, de quem é amigo. Ele desautorizou o colega plantonista e determinou que Lula continuasse preso. Favreto chutou a bola de volta e reiterou a ordem de soltura. O presidente do TRF-4, Thompson Flores, encarnou o árbitro de vídeo e decidiu a favor de Moro e Gebran.
A confusão poderia ter sido evitada com um pouco de cautela. Cabia ao Ministério Público recorrer contra a frágil decisão do desembargador, que tendia a ser anulada pelos tribunais superiores. Ao atropelá-lo, Moro se expôs a novas acusações de ativismo e parcialidade.
Por ter sido filiado ao PT, Favreto também poderia ter se declarado impedido. No entanto, ele não é o único a trocar a militância partidária pela toga. O ministro Alexandre de Moraes, que negou outro habeas corpus a Lula há 11 dias, portava carteirinha do PSDB até o ano passado.

Maioria das cidades brasileiras não se previnem contra a seca

Diferentemente do que se costuma imaginar, os episódios de escassez de chuvas não estão restritos ao Nordeste. Pelo contrário, são bem distribuídos por todo o País. Mesmo assim, a maioria dos municípios brasileiros (59%) não apresenta nenhum instrumento voltado à prevenção de desastres naturais e apenas 14,7% tinham no ano passado um plano específico de contingência e/ou prevenção à seca.
É o que mostram as pesquisas Munic (Perfil dos Municípios Brasileiros) e Estadic (Perfil dos Estados Brasileiros) 2017 divulgadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). “Pensando sob o ponto de vista do abastecimento das cidades, o semiárido do Nordeste tem a situação mais crônica. Mas temos diversas outras regiões em que estamos no limite da pressão na relação oferta versus demanda”, diz o superintendente de planejamento de recursos hídricos da ANA (Agência Nacional das Águas), Sérgio Ayrimoraes.
“Várias regiões metropolitanas estão pressionadas, porque cresceram, e os investimentos não vieram para que a oferta de água fosse adequada à demanda”, ressalta o superintendente. Ele aponta ainda conflitos pela água em vários locais, como na área do São Francisco.
Segundo a publicação do IBGE, entre 2013 e 2017 praticamente a metade dos 5.570 municípios brasileiros (48,6%) registrou algum episódio de seca. A maior parte se concentra no Nordeste, mas há municípios enfrentando escassez de chuva em todas as regiões.
“No Sudeste ou no Sul, não temos aquela imagem clássica da seca, do rebanho sem alimento, da plantação seca”, avalia a coordenadora de populações e indicadores sociais do IBGE, Vânia Maria Pacheco. “Mas nessas regiões temos episódios de seca, como os que resultaram, por exemplo, na recente crise hídrica em São Paulo e no Rio.”
Esta é a primeira vez que o IBGE aborda a questão das secas no âmbito das administrações municipais e estaduais. Por isso, não há série histórica a acompanhar. Mas, de uma forma geral, segundo Vânia, os desastres ambientais avaliados nas pesquisas (além da seca, enchente, erosão e deslizamento) estão bem distribuídos pelo país. Embora a seca seja o problema mais comum 31% dos municípios registraram casos de alagamentos, 27,2% de enxurradas, 19,6% de erosão e 15% de deslizamentos.
Até o mês passado, o governo federal reconhecia situação de emergência pela seca em 184 cidades de Minas, Bahia, Paraíba, Piauí, Ceará, Goiás e Pará. Entre os Estados, pela décima vez consecutiva, o governo do Rio Grande do Norte renovou, em junho, o estado de emergência provocado pela escassez hídrica. Segundo levantamento do Executivo, a cada ano de estiagem os prejuízos à economia giram em torno de R$ 4,3 bilhões. Dos 167 municípios potiguares, 134 estão em situação de emergência, reconhecida pelo governo federal.
No Ceará, o Castanhão, maior açude do Estado, está com apenas 8 07% de sua capacidade. Mas esteve pior em fevereiro, com 2,08%, quando atingiu o volume morto.
São Paulo
A escassez de chuva já é sentida na vida de muitos moradores do interior paulista. Em Santa Cruz das Palmeiras faz uma semana que a água chega às torneiras e é cortada com hora marcada. Na cidade, o racionamento começou no dia 28. “Estamos deixando para fazer as tarefas de casa à noite”, afirma a aposentada Maria Aparecida do Rosário. O motivo é que todos os dias, das 8 às 16 horas, o fornecimento de água é interrompido. “É complicado, atrapalha a vida da gente.”
A falta de água também já começa a ser sentida em municípios vizinhos e o motivo é a redução no índice pluviométrico. Medições do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) apontam que a região teve chuvas abaixo da média nos primeiros seis meses deste ano. E a situação pode se complicar ainda mais porque o período de estiagem vai até setembro.
Com base no monitoramento que a agência faz sobre a oferta de água para cada região, a ANA criou um aplicativo de celular que informa ao usuário a situação da bacia em que ele está. Uma das ideias é que essas informações possam ser usadas pelos eleitores para terem conhecimento da real situação de cada área e possam cobrar propostas adequadas dos candidatos nas próximas eleições.
‘Ponto de ruptura’
O recrudescimento dos episódios de escassez de chuva em todo o País é acompanhado por cientistas, como o climatologista Carlos Nobre, do IEA-USP (Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo). “No Nordeste, onde sempre houve seca, a situação se tornou mais crítica; e, agora, há eventos de seca mais frequentes até na Amazônia.”
A grande seca do Nordeste, que começou em 2013 e só agora começa a ceder, é a mais longa e mais intensa já registrada na região desde o início das medições, de acordo com Carlos Nobre.
A seca ocorrida no Sudeste, entre 2014 e 2015, com impacto severo nos reservatórios de água, também é a maior e mais abrangente já ocorrida na região. E até o norte do Espírito Santo, onde raramente havia seca, registra eventos recorrentes desde 2013.
“Na Amazônia, onde as secas não eram comuns, onde se registrava um episódio a cada 15 anos, a escassez de chuva se intensificou” explica Nobre, que estuda a região. “De repente, foram três grandes secas (2005, 2010 e 2015/6) em apenas 11 anos. Podemos estar perto de um ponto de ruptura, em que a estação seca se torna a mais longa”, observa.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Em pronunciamento, Gonzaga Patriota destaca os 90 anos da Polícia Rodoviária Federal

A Polícia Rodoviária Federal completará no próximo dia 24 de julho, 90 anos de criação e para homenagear a instituição, o deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) fez um pronunciamento, nesta terça-feira (03), no plenário da Câmara dos Deputados.
De acordo com o parlamentar, “ao longo da história da PRF, inúmeras mudanças foram sofridas, mas a busca constante pela melhoria e profissionalismo de seus serviços para atendimento da sociedade continua a mesma, desde 1928”.
A Polícia Rodoviária Federal foi criada pelo presidente Washington Luiz, no dia 24 de julho de 1928 (‘Dia da Polícia Rodoviária Federal’), com a denominação inicial de ‘Polícia de Estradas’. Em 1935, Antônio Félix Filho, o ‘Turquinho’, considerado o primeiro patrulheiro rodoviário federal, foi chamado para organizar a vigilância das rodovias Rio-Petrópolis, Rio-São Paulo e União Indústria. Sua missão era percorrer e fiscalizar as três rodovias utilizando duas motocicletas Harley Davidson e, nessa empreitada, contava com a ajuda de cerca de 450 vigias da então Comissão de Estradas de Rodagem (CER).
Em 23 de julho de 1935 (‘Dia do Policial Rodoviário Federal), foi criado o primeiro quadro de policiais da hoje PRF, denominados, à época, de ‘inspetores de tráfego’. No ano de 1945, já com a denominação de Polícia Rodoviária Federal, a corporação foi vinculada ao extinto Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER).
Gonzaga Patriota, que já foi presidente da Frente Parlamentar da Polícia Rodoviária Federal (PRF), fez um apelo ao governo e solicitou a abertura de concurso para, no mínimo, cinco mil PRF’s. “Meu pronunciamento é para fazer um apelo ao presidente, aos ministros, a todos que fazem parte desse governo. Vamos abrir concurso, no mínimo para cinco mil novos policiais rodoviários federais, vamos dar oportunidade, garantia, eles carecem de uma isonomia idêntica com a Polícia Federal que, infelizmente, não existe aqui e a gente precisa disso”, argumentou.

Após greve dos caminhoneiros, abastecimento de gás não foi normalizado em Petrolina

Depois de cerca de um mês do fim da greve dos caminhoneiros, o abastecimento de gás de cozinha em Petrolina (PE) ainda não foi normalizado. Em algumas distribuidoras os estoques ainda não foram completamente repostos ou estão reduzidos.
Na Vila Eulália, por exemplo, segundo o G1, uma distribuidora trabalhava, antes da greve, com aproximadamente 7 mil botijões, agora a empresa conta somente com 10% desse número, ou seja, apenas 700 botijões.
Além disso, antes da greve, a distribuidora recebia, por dia, de quatro a seis caminhões carregados com 570 botijões. Atualmente, a empresa recebe somente de um a quatro caminhões. Segundo o supervisor do local, Neuton Prado, o estoque tem acabado rápido, já que a procura pelos botijões tem sido grande.
“Depois dessa situação que foi terminada, da greve dos caminhoneiros, a busca e a procura pelo gás foi uma coisa fenomenal. Muita gente comprou. Aquele que só tinha um botijãozinho de gás, hoje tem dois, tem três”, disse ao G1.
Ainda de acordo com o supervisor, a Petrobras não dá explicações acerca do desabastecimento. “A Petrobras não dá uma posição por qual motivo reduziu o bombeamento de gás da distribuidoras. Infelizmente a gente está passando por esse processo”, declarou.
http://www.waldineypassos.com.br/

Todas as vacinas do calendário de adultos estão abaixo da meta de cobertura ideal

Com o surto de febre amarela no último ano, vários brasileiros se viram diante de uma dúvida: eu já tomei essa vacina? A grande maioria não sabia a resposta. A indicação foi revacinar os adultos mesmo que muitos já tivessem tomado a vacina.
O calendário de vacinação não é usado apenas para as crianças, mas muitos adultos o abandonam ao longo da vida e só se vacinam em grandes campanhas ou casos de epidemia.
O resultado disso é que atualmente o Brasil não tem uma cobertura vacinal de adultos nem perto do desejado. Todas as quatro vacinas recomendadas para pessoas de 20 a 59 anos estão abaixo do considerado ideal de cobertura vacinal.
Na tríplice viral, por exemplo, a taxa de cobertura é baixíssima (4,7%) — situação se mantém na hepatite B, na dupla dT e dTpa e na febre amarela (apesar do surto recente). Veja tabela abaixo.

Calendário de vacinas

Desde 2004, o Ministério da Saúde passou a definir calendários de vacinação por ciclos de vida. Também regulamentou a vacinação do adulto e idoso para as vacinas dT (dupla- difteria e tétano) de acordo com a situação vacinal anterior, instituiu a vacina dupla viral ou tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) para o adulto do sexo feminino até 49 anos e do sexo masculino até 39 anos, em casos em que não se sabe a situação vacinal e estabeleceu a vacina influenza (gripe) em dose anual.
Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda 4 vacinas para adultos entre 20 e 59 anos:
  • Hepatite B – Três doses, de acordo com a situação vacinal
  • Febre Amarela – Uma dose se nunca tiver sido vacinado
  • Tríplice Viral – Se nunca vacinado, são duas doses para quem tem 20 a 29 anos e uma dose para 30 a 49
  • Dupla adulto (DT) – Reforço a cada 10 anos
Apesar do calendário, o Ministério da Saúde não estabelece metas de cobertura vacinal anual em adultos como faz com as vacinas infantis e também não faz balanços anuais. Um dos maiores problemas é a falta de um denominador específico, como o número de nascimentos anuais no caso das vacinas infantis, que ajude a compilar melhor os dados.

Resultados ruins

Segundo dados do ministério, das vacinas do calendário adulto a única que passa dos 50% de cobertura acumulada entre 1994 e 2018 é a da febre amarela com uma cobertura de 78,8%.
Em boletim epidemiológico com dados até 2013, o Ministério da Saúde fez um balanço do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e relatou as dificuldades da vacinação em adultos: “Um dos grandes desafios do PNI: alcançar altas e homogêneas coberturas vacinais em grupos que ainda não lograram bons resultados. Teríamos, como exemplos, a vacinação de adolescentes e adultos contra hepatite B, gestantes com coberturas adequadas para a vacina dupla adulto e população em áreas de risco para a febre amarela, dentre outros.”
O mesmo boletim relata que de 1994 a 2013 a taxa de cobertura vacinal acumulada da hepatite B em adultos ficou em 46%. Desde então, apesar da vacina ter sido introduzida também na rotina para adultos de 30 a 39 anos em 2013, a cobertura vacinal caiu para 39,4%.
Apesar de não estabelecer metas anuais para cobertura, no relatório de 2013 o Ministério da Saúde estabelece o ideal de cobertura vacinal para cada vacina dos calendários. Todas as vacinas recomendadas para adultos estão abaixo do que o PNI considera uma cobertura vacinal adequada.
A tríplice viral e a hepatite B deveriam estar com 95% de cobertura. A dupla (dT e dTpa) e a febre amarela deveriam atingir 100%. Mesmo com o surto de febre amarela em 2018, a cobertura vacinal ainda não chegou a 80%.
Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, explica que cada vacina tem o seu perfil de cobertura ideal porque as doenças são diferentes: “Para algumas, como o sarampo, a gente precisa de coberturas acima de 95% para evitar pontos suscetíveis a circulação do vírus. Já para a febre amarela, você pode ter 99% de indivíduos vacinados e aquele 1% adoece do mesmo jeito”.
E muitas vezes, segundo ele, os não-vacinados se beneficiam da proteção indireta de quem está vacinado, já que com uma cobertura vacinal alta alguns vírus circulam menos. Apesar disso, os índices baixos não deixam de ser preocupantes.
O sarampo, considerado erradicado em 2016, voltou a registrar surtos em 2 estados do país, segundo o Ministério da Saúde. Amazonas e Roraima registraram 463 casos confirmados da doença.

Por que adultos não se vacinam?

O problema não é exclusivo do Brasil. Culturalmente, diversos países focaram na vacinação infantil nas últimas décadas, quando o objetivo era diminuir as taxas de mortalidade infantil para doenças como sarampo, poliomelite e paralisia.
Nos EUA, por exemplo, mais adultos morrem de doenças previníveis por vacinas do que crianças, diz Kfouri.
Ele acredita que existe uma cultura da desinformação sobre a vacina para adultos, inclusive entre os profissionais de saúde: “Nós médicos, que não fomos formados recentemente, também fomos formados com aulas de vacinação e recomendação de vacinas para criança. Não aprendemos desde a faculdade a vacinar outras faixas etárias”, diz.
“Não é só a população que é impactada negativamente, o próprio profissional da saúde não tem também essa cultura. Então ele não recomenda, não prescreve…”
O calendário adulto é relativamente recente na saúde pública mundial e por isso uma mudança de cultura ainda leva tempo.
“A vacinação do adulto e adolescente é muito recente e muitas pessoas sequer conhecem o calendário do adulto. Precisamos melhorar essa comunicação do calendário da vacina no adulto”, diz Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações.
Já para Kfouri, no entanto, está mudando “lentamente demais”: “Hoje, já se fala um pouco, mas é muito aquém do que um pediatra faz em uma consulta de rotina, por exemplo”.
“O apreço que as mães têm pelo cartão de vacina, sabem onde está, procuram não atrasar… o adulto não sabe onde está seu documento de vacinas ou quando tomou a última vacina. O cartão da criança e do pet está sempre em dia, já o do adulto… “, diz.

Taxa de abandono

Outro problema grande é a taxa de abandono. Ou seja, quando uma vacina necessita de mais de uma dose para ter sua eficácia completa, mas os pacientes só tomam a primeira e não voltam para completar a prevenção. Há também os casos em que a vacina precisa ser tomada novamente após alguns anos, como a do tétano.
A primeira dose da vacina contra o tétano e a difteria é tomada aos 2 meses e um reforço é feito aos 4 anos. Depois disso, um reforço deve ser feito a cada 10 anos, mas a partir da adolescência é comum que o cartão de vacinação seja deixado de lado.
“Vemos muito o adulto começar o esquema e parar. Ou em momentos de surto em que as pessoas tomam a vacina. Porém, se não conseguem ser vacinados naquele momento, passado o surto também não voltam”, diz Domingues.
“As pessoas não voltam (para tomar outras doses) e não guardam seu registro vacinal. Você tem uma campanha de febre amarela cuja recomendação é a dose única, mas quantos de nós não fomos revacinados sem necessidade? Quantos não tomaram a vacina da hepatite B? Quando foi a última dose de tétano, que é a cada 10 anos? Estamos muito longe ainda de ter um registro, uma documentação e um envolvimento com a vacina de adulto como a gente tem com as crianças, que já é culturalmente muito bem estabelecida entre nós”, diz Kfouri.

Controle

A carteira de vacinação em papel ainda é uma realidade no Brasil. Até 2018, 65% das salas de vacinação do país estão equipadas com um novo sistema de registro informatizado e o restante – 35% — estão em processo de implementação.
Com o sistema, a ideia é que todos os brasileiros consigam acessar seus dados de vacinação e que eles não estejam centralizados somente na caderneta de papel – com a possibilidade de recuperação dos dados.
“Uma forma de garantir esse acompanhamento é ter tudo informatizado. Até para o gestor saber que ações locais pode fazer para campanhas de vacinação. No ministério fazemos a recomendação, mas quem executa é o município. Naquela área, ele tem que conhecer quem foi vacinado ou não”, explica Domingues.
“Essa informatização é imprescindível para acharmos os bolsões de pessoas não vacinadas”.

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