terça-feira, 10 de julho de 2018

Nenhum caso de sarampo é confirmado em Pernambuco desde 2014, diz SES

Após a confirmação de casos de sarampo em Rondônia e Amazonas, na Região Norte do Brasil, a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES) emitiu, nesta segunda-feira (9), comunicado informando que, no Estado, não há confirmações de casos da doença desde 2014. Apenas este ano, foram notificados 39 casos suspeitos de sarampo, entretanto todos foram descartados por critério laboratorial.
Apesar de não existir nenhuma confirmação, a SES informou ainda todo caso é analisado laboratorialmente e, independente do resultado, as “ações de prevenção são realizadas pelos municípios”. A secretaria reforçou que, para evitar o sarampo, é indicado tomar a vacina tríplice viral, que imuniza também o organismo contra a rubéola e a caxumba.
Indicação 
A vacina deve ser aplicada em crianças com 12 meses, com um reforço aos 15 meses com a tetra viral – sarampo, caxumba, rubéola e varicela. As crianças acima de 2 anos e jovens e adultos até os 29 anos não vacinados anteriormente devem tomar duas doses da tríplice viral, com intervalo de 30 dias entre elas.

Os adultos entre 30 e 49 anos não imunizados ou que não se lembram devem tomar dose única. Já os profissionais de saúde não vacinados devem tomar duas doses com a vacina tríplice viral, independente da idade.
https://www.folhape.com.br/noticias/noticias/saude/2018/07/09/NWS,74386,70,613,NOTICIAS,2190-NENHUM-CASO-SARAMPO-CONFIRMADO-PERNAMBUCO-DESDE-2014-DIZ-SES.aspx

Meta de reduzir em 10% a emissão de CO2 deve estimular demanda por etanol no Brasil até 2028, diz Unica

Entidades do setor sucroenergético comemoram a meta estipulada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), no âmbito da Política Nacional de Bicombustíveis (Renovabio), de reduzir em 10% a emissão de gás carbônico em dez anos, a partir do uso de bicombustíveis.
Além de representar 600 milhões de toneladas de dióxido de carbono a menos na atmosfera até 2028, a proposta deve aumentar a demanda por etanol no país dos atuais 26,7 bilhões para 47 bilhões de litros ao ano – crescimento de 76%.
“O Renovabio é o segundo Pró-Álcool. Não teve nenhuma política pública desde então e essa veio para ficar. Mas, o Pró-Álcool era só para brasileiro, visando o mercado interno. Hoje, o Renovabio é uma solução ambiental mundial”, diz Paulo Montabone, especialista em gestão de produção sucroalcooleira.
Diretor da Fenasucro & Agrocana, a maior feira do setor no mundo, que acontece anualmente em Sertãozinho (SP), Montabone diz que a indústria brasileira tem condições de atender a demanda por etanol, seja modernizando a estrutura que já existe ou implantando novas usinas.
“A Lamborghini que está circulando no Brasil é abastecida com 27% de etanol. Se você pegar a Fórmula Indy, também é feita a etanol. Então, eficiência nós já temos. Produção, estamos em busca. Falta muito pouco para o Renovabio ser o segundo Pró-Álcool”, diz.
Economista-chefe da União da Indústria Canavieira (Unica), Luciano Rodrigues explica que um dos principais pilares da Renovabio é justamente estabelecer metas de descarbonização em longo prazo, o que possibilita ao setor se preparar para atender à demanda.
“Você tem uma perspectiva – uma diretriz de longo prazo para o uso de bicombustíveis – bastante clara e, consequentemente, como a gente compõe o mercado, uma noção razoável da participação, da necessidade de etanol nos próximos dez anos”, diz.

Crédito de Carbono

Ao mesmo tempo, ainda segundo Rodrigues, a Renovabio é inovadora na medida em que o benefício ambiental ganha valor econômico: cada tonelada de carbono que deixar de ser liberada se transformará em um título que poderá ser comercializado em bolsas de valores.
O chamado Crédito de Descarbonização por Biocombustíveis (CBio) será emitido pelo produtor de acordo com a sua eficiência ambiental. Já os distribuidores de combustíveis cumprirão a meta ao demonstrar a propriedade dos CBios em sua carteira.
“A ideia é que, com o passar do tempo, todo mundo busque cada vez mais eficiência, ou seja, produzir com menor nível de emissão, porque vai poder gerar mais títulos, vai ter uma receita adicional por esse benefício ambiental cogerado.”
Para que a emissão do CBio ocorra, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) está estudando, junto com as entidades do setor sucroenergético, como ocorrerá o processo de certificação dos produtores. A resolução estabelecendo esses parâmetros deve ser publicada em 2019.
“Cada produtor, cada fábrica de biodiesel terá que se certificar. Vai haver uma ferramenta chamada ‘Renovacalc’. A usina vai abrir essa calculadora e lançar os dados do seu processo produtivo, que serão validados por uma empresa de auditoria. A partir daí, será possível saber qual a redução de carbono da planta industrial”, diz Rodrigues.
Segundo a Unica, a emissão e o controle do CBio estão sendo discutidos pelo governo federal, juntamente com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e as bolsas de valores. A primeira versão dessa regulamentação deve ser divulgada até o final de 2018.
“Para verificar a meta de eficiência ambiental do produtor, será feita uma análise do ciclo de vida. Eles analisarão todo o processo de produção do biocombustível, desde o fertilizante utilizado na lavoura, até o consumo no veículo, e calcular quanto de emissão de carbono foi realizada”, diz.

Escola de Contas promove curso online e gratuito sobre Portal da Transparência Municipal

No último mês de junho, o Tribunal de Contas publicou no Diário Oficial a Resolução TC nº 33/2018, que regulamenta a transparência na administração pública. A resolução determina, entre outras ações, que o jurisdicionado deve disponibilizar as informações de interesse público em site oficial e Portal de Transparência na internet com domínio do tipo governamental (gov.brleg.brjus.br,mp.br, etc).
Com o objetivo de contribuir para que os entes municipais melhorem a qualidade das informações disponibilizadas nos Portais da Transparência, a Escola de Contas Públicas (ECPBG) está promovendo o novo curso online, gratuito e autoinstrucional “Transparência Pública Municipal”, de 16 a 23 de julho. Inicialmente o curso foi oferecido online com tutoria da auditora de controle externo do TCE, Sandra Inojosa. Devido ao sucesso da capacitação, com cinco turmas lotadas, e a permanente demanda pelo assunto, a ECPBG adaptou o conteúdo para o formato autoinstrucional, visando atender mais jurisdicionados.
O conteúdo do curso foi planejado para capacitar os gestores e servidores das áreas financeira, contábil, planejamento, orçamento e tecnologia da informação, que são responsáveis por elaborar ou alimentar as informações no Portal da Transparência da Prefeitura ou Câmara do município.
A capacitação será dividida em três módulos. No primeiro deles, “Portal da Transparência e Legislação Federal”, os participantes vão analisar as exigências contidas nos normativos federais, com destaque para LRF e Lei da Transparência. No módulo “Resolução do TCE-PE atualizada”, serão apresentados os requisitos a serem obedecidos e elementos a serem disponibilizados, com base na nova Resolução do TCE. E no último módulo, serão abordados os critérios de avaliação e diagnóstico do Índice de Transparência dos Municípios Pernambucanos.
As inscrições podem ser feitas até 13 de julho no site da Escola. Para maiores informações, entre em contato pelo 3181.7949 e ead@tce.pe.gov.br.
http://nilljunior.com.br/

No caso Lula, a Justiça saiu perdendo

Lula preso, Lula livre, Lula preso, Lula livre… A gangorra jurídica de domingo não afetou tanto o ex-presidente, que nem chegou a sair da cela. Quem mais perdeu foi a Justiça, que recebeu novos arranhões numa imagem que já andava desgastada.
Não é difícil apontar a primeira lambança. De plantão no TRF-4, o desembargador Rogério Favreto usou um argumento exótico para determinar a libertação do petista. Afirmou que seria preciso garantir a “isonomia” e a “liberdade de expressão” na corrida presidencial.
Para justificar a decisão em caráter de urgência, Favreto sustentou que a pré-candidatura de Lula seria um “evidente fato novo”. Só para alguém que acabou de chegar de Marte. No mundo que habitamos, o ex-presidente já está em campanha desde o ano passado.
Antes que o petista deixasse a cadeia, o juiz Sergio Moro se mexeu. De férias, ele se insurgiu contra a ordem de soltura e orientou a Polícia Federal a ignorá-la. Acrescentou que o desembargador seria “absolutamente incompetente” para conceder o habeas corpus.
Na prática, assistiu-se a uma quebra de hierarquia. Juiz de primeiro grau, Moro não tem poderes para rever ou censurar decisões de instância superior. Não é a primeira vez que ele é acusado de fazer isso na Lava-Jato.
O desembargador João Gebran Neto entrou em campo para apoiar o juiz, de quem é amigo. Ele desautorizou o colega plantonista e determinou que Lula continuasse preso. Favreto chutou a bola de volta e reiterou a ordem de soltura. O presidente do TRF-4, Thompson Flores, encarnou o árbitro de vídeo e decidiu a favor de Moro e Gebran.
A confusão poderia ter sido evitada com um pouco de cautela. Cabia ao Ministério Público recorrer contra a frágil decisão do desembargador, que tendia a ser anulada pelos tribunais superiores. Ao atropelá-lo, Moro se expôs a novas acusações de ativismo e parcialidade.
Por ter sido filiado ao PT, Favreto também poderia ter se declarado impedido. No entanto, ele não é o único a trocar a militância partidária pela toga. O ministro Alexandre de Moraes, que negou outro habeas corpus a Lula há 11 dias, portava carteirinha do PSDB até o ano passado.

Maioria das cidades brasileiras não se previnem contra a seca

Diferentemente do que se costuma imaginar, os episódios de escassez de chuvas não estão restritos ao Nordeste. Pelo contrário, são bem distribuídos por todo o País. Mesmo assim, a maioria dos municípios brasileiros (59%) não apresenta nenhum instrumento voltado à prevenção de desastres naturais e apenas 14,7% tinham no ano passado um plano específico de contingência e/ou prevenção à seca.
É o que mostram as pesquisas Munic (Perfil dos Municípios Brasileiros) e Estadic (Perfil dos Estados Brasileiros) 2017 divulgadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). “Pensando sob o ponto de vista do abastecimento das cidades, o semiárido do Nordeste tem a situação mais crônica. Mas temos diversas outras regiões em que estamos no limite da pressão na relação oferta versus demanda”, diz o superintendente de planejamento de recursos hídricos da ANA (Agência Nacional das Águas), Sérgio Ayrimoraes.
“Várias regiões metropolitanas estão pressionadas, porque cresceram, e os investimentos não vieram para que a oferta de água fosse adequada à demanda”, ressalta o superintendente. Ele aponta ainda conflitos pela água em vários locais, como na área do São Francisco.
Segundo a publicação do IBGE, entre 2013 e 2017 praticamente a metade dos 5.570 municípios brasileiros (48,6%) registrou algum episódio de seca. A maior parte se concentra no Nordeste, mas há municípios enfrentando escassez de chuva em todas as regiões.
“No Sudeste ou no Sul, não temos aquela imagem clássica da seca, do rebanho sem alimento, da plantação seca”, avalia a coordenadora de populações e indicadores sociais do IBGE, Vânia Maria Pacheco. “Mas nessas regiões temos episódios de seca, como os que resultaram, por exemplo, na recente crise hídrica em São Paulo e no Rio.”
Esta é a primeira vez que o IBGE aborda a questão das secas no âmbito das administrações municipais e estaduais. Por isso, não há série histórica a acompanhar. Mas, de uma forma geral, segundo Vânia, os desastres ambientais avaliados nas pesquisas (além da seca, enchente, erosão e deslizamento) estão bem distribuídos pelo país. Embora a seca seja o problema mais comum 31% dos municípios registraram casos de alagamentos, 27,2% de enxurradas, 19,6% de erosão e 15% de deslizamentos.
Até o mês passado, o governo federal reconhecia situação de emergência pela seca em 184 cidades de Minas, Bahia, Paraíba, Piauí, Ceará, Goiás e Pará. Entre os Estados, pela décima vez consecutiva, o governo do Rio Grande do Norte renovou, em junho, o estado de emergência provocado pela escassez hídrica. Segundo levantamento do Executivo, a cada ano de estiagem os prejuízos à economia giram em torno de R$ 4,3 bilhões. Dos 167 municípios potiguares, 134 estão em situação de emergência, reconhecida pelo governo federal.
No Ceará, o Castanhão, maior açude do Estado, está com apenas 8 07% de sua capacidade. Mas esteve pior em fevereiro, com 2,08%, quando atingiu o volume morto.
São Paulo
A escassez de chuva já é sentida na vida de muitos moradores do interior paulista. Em Santa Cruz das Palmeiras faz uma semana que a água chega às torneiras e é cortada com hora marcada. Na cidade, o racionamento começou no dia 28. “Estamos deixando para fazer as tarefas de casa à noite”, afirma a aposentada Maria Aparecida do Rosário. O motivo é que todos os dias, das 8 às 16 horas, o fornecimento de água é interrompido. “É complicado, atrapalha a vida da gente.”
A falta de água também já começa a ser sentida em municípios vizinhos e o motivo é a redução no índice pluviométrico. Medições do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) apontam que a região teve chuvas abaixo da média nos primeiros seis meses deste ano. E a situação pode se complicar ainda mais porque o período de estiagem vai até setembro.
Com base no monitoramento que a agência faz sobre a oferta de água para cada região, a ANA criou um aplicativo de celular que informa ao usuário a situação da bacia em que ele está. Uma das ideias é que essas informações possam ser usadas pelos eleitores para terem conhecimento da real situação de cada área e possam cobrar propostas adequadas dos candidatos nas próximas eleições.
‘Ponto de ruptura’
O recrudescimento dos episódios de escassez de chuva em todo o País é acompanhado por cientistas, como o climatologista Carlos Nobre, do IEA-USP (Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo). “No Nordeste, onde sempre houve seca, a situação se tornou mais crítica; e, agora, há eventos de seca mais frequentes até na Amazônia.”
A grande seca do Nordeste, que começou em 2013 e só agora começa a ceder, é a mais longa e mais intensa já registrada na região desde o início das medições, de acordo com Carlos Nobre.
A seca ocorrida no Sudeste, entre 2014 e 2015, com impacto severo nos reservatórios de água, também é a maior e mais abrangente já ocorrida na região. E até o norte do Espírito Santo, onde raramente havia seca, registra eventos recorrentes desde 2013.
“Na Amazônia, onde as secas não eram comuns, onde se registrava um episódio a cada 15 anos, a escassez de chuva se intensificou” explica Nobre, que estuda a região. “De repente, foram três grandes secas (2005, 2010 e 2015/6) em apenas 11 anos. Podemos estar perto de um ponto de ruptura, em que a estação seca se torna a mais longa”, observa.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Em pronunciamento, Gonzaga Patriota destaca os 90 anos da Polícia Rodoviária Federal

A Polícia Rodoviária Federal completará no próximo dia 24 de julho, 90 anos de criação e para homenagear a instituição, o deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) fez um pronunciamento, nesta terça-feira (03), no plenário da Câmara dos Deputados.
De acordo com o parlamentar, “ao longo da história da PRF, inúmeras mudanças foram sofridas, mas a busca constante pela melhoria e profissionalismo de seus serviços para atendimento da sociedade continua a mesma, desde 1928”.
A Polícia Rodoviária Federal foi criada pelo presidente Washington Luiz, no dia 24 de julho de 1928 (‘Dia da Polícia Rodoviária Federal’), com a denominação inicial de ‘Polícia de Estradas’. Em 1935, Antônio Félix Filho, o ‘Turquinho’, considerado o primeiro patrulheiro rodoviário federal, foi chamado para organizar a vigilância das rodovias Rio-Petrópolis, Rio-São Paulo e União Indústria. Sua missão era percorrer e fiscalizar as três rodovias utilizando duas motocicletas Harley Davidson e, nessa empreitada, contava com a ajuda de cerca de 450 vigias da então Comissão de Estradas de Rodagem (CER).
Em 23 de julho de 1935 (‘Dia do Policial Rodoviário Federal), foi criado o primeiro quadro de policiais da hoje PRF, denominados, à época, de ‘inspetores de tráfego’. No ano de 1945, já com a denominação de Polícia Rodoviária Federal, a corporação foi vinculada ao extinto Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER).
Gonzaga Patriota, que já foi presidente da Frente Parlamentar da Polícia Rodoviária Federal (PRF), fez um apelo ao governo e solicitou a abertura de concurso para, no mínimo, cinco mil PRF’s. “Meu pronunciamento é para fazer um apelo ao presidente, aos ministros, a todos que fazem parte desse governo. Vamos abrir concurso, no mínimo para cinco mil novos policiais rodoviários federais, vamos dar oportunidade, garantia, eles carecem de uma isonomia idêntica com a Polícia Federal que, infelizmente, não existe aqui e a gente precisa disso”, argumentou.

Após greve dos caminhoneiros, abastecimento de gás não foi normalizado em Petrolina

Depois de cerca de um mês do fim da greve dos caminhoneiros, o abastecimento de gás de cozinha em Petrolina (PE) ainda não foi normalizado. Em algumas distribuidoras os estoques ainda não foram completamente repostos ou estão reduzidos.
Na Vila Eulália, por exemplo, segundo o G1, uma distribuidora trabalhava, antes da greve, com aproximadamente 7 mil botijões, agora a empresa conta somente com 10% desse número, ou seja, apenas 700 botijões.
Além disso, antes da greve, a distribuidora recebia, por dia, de quatro a seis caminhões carregados com 570 botijões. Atualmente, a empresa recebe somente de um a quatro caminhões. Segundo o supervisor do local, Neuton Prado, o estoque tem acabado rápido, já que a procura pelos botijões tem sido grande.
“Depois dessa situação que foi terminada, da greve dos caminhoneiros, a busca e a procura pelo gás foi uma coisa fenomenal. Muita gente comprou. Aquele que só tinha um botijãozinho de gás, hoje tem dois, tem três”, disse ao G1.
Ainda de acordo com o supervisor, a Petrobras não dá explicações acerca do desabastecimento. “A Petrobras não dá uma posição por qual motivo reduziu o bombeamento de gás da distribuidoras. Infelizmente a gente está passando por esse processo”, declarou.
http://www.waldineypassos.com.br/

Todas as vacinas do calendário de adultos estão abaixo da meta de cobertura ideal

Com o surto de febre amarela no último ano, vários brasileiros se viram diante de uma dúvida: eu já tomei essa vacina? A grande maioria não sabia a resposta. A indicação foi revacinar os adultos mesmo que muitos já tivessem tomado a vacina.
O calendário de vacinação não é usado apenas para as crianças, mas muitos adultos o abandonam ao longo da vida e só se vacinam em grandes campanhas ou casos de epidemia.
O resultado disso é que atualmente o Brasil não tem uma cobertura vacinal de adultos nem perto do desejado. Todas as quatro vacinas recomendadas para pessoas de 20 a 59 anos estão abaixo do considerado ideal de cobertura vacinal.
Na tríplice viral, por exemplo, a taxa de cobertura é baixíssima (4,7%) — situação se mantém na hepatite B, na dupla dT e dTpa e na febre amarela (apesar do surto recente). Veja tabela abaixo.

Calendário de vacinas

Desde 2004, o Ministério da Saúde passou a definir calendários de vacinação por ciclos de vida. Também regulamentou a vacinação do adulto e idoso para as vacinas dT (dupla- difteria e tétano) de acordo com a situação vacinal anterior, instituiu a vacina dupla viral ou tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) para o adulto do sexo feminino até 49 anos e do sexo masculino até 39 anos, em casos em que não se sabe a situação vacinal e estabeleceu a vacina influenza (gripe) em dose anual.
Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda 4 vacinas para adultos entre 20 e 59 anos:
  • Hepatite B – Três doses, de acordo com a situação vacinal
  • Febre Amarela – Uma dose se nunca tiver sido vacinado
  • Tríplice Viral – Se nunca vacinado, são duas doses para quem tem 20 a 29 anos e uma dose para 30 a 49
  • Dupla adulto (DT) – Reforço a cada 10 anos
Apesar do calendário, o Ministério da Saúde não estabelece metas de cobertura vacinal anual em adultos como faz com as vacinas infantis e também não faz balanços anuais. Um dos maiores problemas é a falta de um denominador específico, como o número de nascimentos anuais no caso das vacinas infantis, que ajude a compilar melhor os dados.

Resultados ruins

Segundo dados do ministério, das vacinas do calendário adulto a única que passa dos 50% de cobertura acumulada entre 1994 e 2018 é a da febre amarela com uma cobertura de 78,8%.
Em boletim epidemiológico com dados até 2013, o Ministério da Saúde fez um balanço do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e relatou as dificuldades da vacinação em adultos: “Um dos grandes desafios do PNI: alcançar altas e homogêneas coberturas vacinais em grupos que ainda não lograram bons resultados. Teríamos, como exemplos, a vacinação de adolescentes e adultos contra hepatite B, gestantes com coberturas adequadas para a vacina dupla adulto e população em áreas de risco para a febre amarela, dentre outros.”
O mesmo boletim relata que de 1994 a 2013 a taxa de cobertura vacinal acumulada da hepatite B em adultos ficou em 46%. Desde então, apesar da vacina ter sido introduzida também na rotina para adultos de 30 a 39 anos em 2013, a cobertura vacinal caiu para 39,4%.
Apesar de não estabelecer metas anuais para cobertura, no relatório de 2013 o Ministério da Saúde estabelece o ideal de cobertura vacinal para cada vacina dos calendários. Todas as vacinas recomendadas para adultos estão abaixo do que o PNI considera uma cobertura vacinal adequada.
A tríplice viral e a hepatite B deveriam estar com 95% de cobertura. A dupla (dT e dTpa) e a febre amarela deveriam atingir 100%. Mesmo com o surto de febre amarela em 2018, a cobertura vacinal ainda não chegou a 80%.
Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, explica que cada vacina tem o seu perfil de cobertura ideal porque as doenças são diferentes: “Para algumas, como o sarampo, a gente precisa de coberturas acima de 95% para evitar pontos suscetíveis a circulação do vírus. Já para a febre amarela, você pode ter 99% de indivíduos vacinados e aquele 1% adoece do mesmo jeito”.
E muitas vezes, segundo ele, os não-vacinados se beneficiam da proteção indireta de quem está vacinado, já que com uma cobertura vacinal alta alguns vírus circulam menos. Apesar disso, os índices baixos não deixam de ser preocupantes.
O sarampo, considerado erradicado em 2016, voltou a registrar surtos em 2 estados do país, segundo o Ministério da Saúde. Amazonas e Roraima registraram 463 casos confirmados da doença.

Por que adultos não se vacinam?

O problema não é exclusivo do Brasil. Culturalmente, diversos países focaram na vacinação infantil nas últimas décadas, quando o objetivo era diminuir as taxas de mortalidade infantil para doenças como sarampo, poliomelite e paralisia.
Nos EUA, por exemplo, mais adultos morrem de doenças previníveis por vacinas do que crianças, diz Kfouri.
Ele acredita que existe uma cultura da desinformação sobre a vacina para adultos, inclusive entre os profissionais de saúde: “Nós médicos, que não fomos formados recentemente, também fomos formados com aulas de vacinação e recomendação de vacinas para criança. Não aprendemos desde a faculdade a vacinar outras faixas etárias”, diz.
“Não é só a população que é impactada negativamente, o próprio profissional da saúde não tem também essa cultura. Então ele não recomenda, não prescreve…”
O calendário adulto é relativamente recente na saúde pública mundial e por isso uma mudança de cultura ainda leva tempo.
“A vacinação do adulto e adolescente é muito recente e muitas pessoas sequer conhecem o calendário do adulto. Precisamos melhorar essa comunicação do calendário da vacina no adulto”, diz Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações.
Já para Kfouri, no entanto, está mudando “lentamente demais”: “Hoje, já se fala um pouco, mas é muito aquém do que um pediatra faz em uma consulta de rotina, por exemplo”.
“O apreço que as mães têm pelo cartão de vacina, sabem onde está, procuram não atrasar… o adulto não sabe onde está seu documento de vacinas ou quando tomou a última vacina. O cartão da criança e do pet está sempre em dia, já o do adulto… “, diz.

Taxa de abandono

Outro problema grande é a taxa de abandono. Ou seja, quando uma vacina necessita de mais de uma dose para ter sua eficácia completa, mas os pacientes só tomam a primeira e não voltam para completar a prevenção. Há também os casos em que a vacina precisa ser tomada novamente após alguns anos, como a do tétano.
A primeira dose da vacina contra o tétano e a difteria é tomada aos 2 meses e um reforço é feito aos 4 anos. Depois disso, um reforço deve ser feito a cada 10 anos, mas a partir da adolescência é comum que o cartão de vacinação seja deixado de lado.
“Vemos muito o adulto começar o esquema e parar. Ou em momentos de surto em que as pessoas tomam a vacina. Porém, se não conseguem ser vacinados naquele momento, passado o surto também não voltam”, diz Domingues.
“As pessoas não voltam (para tomar outras doses) e não guardam seu registro vacinal. Você tem uma campanha de febre amarela cuja recomendação é a dose única, mas quantos de nós não fomos revacinados sem necessidade? Quantos não tomaram a vacina da hepatite B? Quando foi a última dose de tétano, que é a cada 10 anos? Estamos muito longe ainda de ter um registro, uma documentação e um envolvimento com a vacina de adulto como a gente tem com as crianças, que já é culturalmente muito bem estabelecida entre nós”, diz Kfouri.

Controle

A carteira de vacinação em papel ainda é uma realidade no Brasil. Até 2018, 65% das salas de vacinação do país estão equipadas com um novo sistema de registro informatizado e o restante – 35% — estão em processo de implementação.
Com o sistema, a ideia é que todos os brasileiros consigam acessar seus dados de vacinação e que eles não estejam centralizados somente na caderneta de papel – com a possibilidade de recuperação dos dados.
“Uma forma de garantir esse acompanhamento é ter tudo informatizado. Até para o gestor saber que ações locais pode fazer para campanhas de vacinação. No ministério fazemos a recomendação, mas quem executa é o município. Naquela área, ele tem que conhecer quem foi vacinado ou não”, explica Domingues.
“Essa informatização é imprescindível para acharmos os bolsões de pessoas não vacinadas”.

sábado, 30 de junho de 2018

ECCOS TV, CHEGA A SERRA TALHADA-PE

Neste ultimo fim de semana mais uma cidade  em Pernambuco, foi contemplada com a  implantação de três novos monitores da Eccos TV e desta vez foi a cidade de Serra Talhada.
Serra Talhada é uma cidade localizada no sertão Pajeú, o município conta com 90 mil habitantes, terra onde nasceu Lampião e tem o xaxado como manifestação cultural.
Com um comercio muito forte e com grandes empresas como o grupo Tupã e Pajeú, a Eccos TV acredita no potencial da cidade que em breve estará recebendo um shopping .
Os locais que estão os monitores são as 3 casas lotéricas da cidade a lotérica Tricampeões na praça Sergio Magalhães, lotérica Alto Bom Jesus no bairro com o mesmo nome e na lotérica Nossa Senhora da Penha na rua Enock Inácio de Oliveira no centro.
Pontos estratégicos aonde passam milhares de pessoas diariamente, que alem de pagar um boleto ou receber pagamento vão ver em nossos monitores publicidade da caixa econômica e de nossos futuros clientes na cidade, que agora tem locais super movimentado pra anunciar a sua empresa através de um vídeo de 30s, pagando um valor bem acessível mensalmente pra sua marca ser vista nas três casas lotéricas, informa o coordenador geral da empresa o Sr Matheus Martins .
Mais informações 87 9.9614-9697

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Petrobras anuncia aumento de 1,3% no preço da gasolina nas refinarias

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (27), segundo a Agência Brasil, um aumento de 1,3% no preço da gasolina em suas refinarias. A partir desta quinta-feira (28), o preço do litro do combustível aumentará R$ 0,02, passando de R$ 1,8783 para R$ 1,9027.
Apesar do reajuste, a gasolina acumula queda de R$ 0,06, ou seja, de 3,27% em junho.

Vírus H1N1 provocou 66% das mortes por gripe em 2018, diz Ministério da Saúde

O H1N1, subtipo do vírus causador da gripe, foi responsável por 66% das mortes por gripe neste ano no Brasil, mostram dados do Ministério da Saúde. O subtipo também provocou 59,7% dos casos. Ao todo, o Brasil registrou 3.558 infecções e 608 mortes.
O Ministério da Saúde explica que o vírus H1N1 está circulando mais no território brasileiro. A pasta diz ainda que todos os subtipos são igualmente preocupantes, sem uma maior letalidade em nenhum deles.
No ano passado, diz a pasta, o H3N2 foi responsável pelo maior número de casos — o número também é reflexo de uma maior circulação do vírus no território.
Os dados foram registrados entre janeiro e 23 de junho, diz o Ministério da Saúde. O vírus da gripe (o influenza) é dividido em tipos e subtipos. As letras (A e B, por exemplo) referem-se ao tipo, já as formas (H3N2, H1N1) são subtipos.

Veja os óbitos e casos divididos por tipo e subtipo do influenza:

  • H1N1: 2124 casos e 399 mortes;
  • H3N2: 728 casos e 102 mortes;
  • Influenza B: 296 casos e 40 mortes;
  • Influenza A não subtipado: 410 casos e 67 mortes.
Segundo o Ministério da Saúde, a maior parte das mortes ocorreu em pessoas com doenças que aumentam o risco de complicações do vírus. Muitos eram cardiopatas, tinham diabetes ou já estavam com problemas respiratórios.
A taxa de mortalidade por influenza no Brasil está em 0,29% para cada 100.000 habitantes, informa a pasta.

Campanha nacional, cobertura e doses restantes

A campanha nacional de vacinação contra a gripe começou no dia 23 de abril e foi até sexta-feira (22). Na segunda-feira (25), algumas cidades com estoque da vacina expandiram a vacinação por orientação do Ministério da Saúde.
Crianças entre 5 e 9 anos e adultos entre 50 e 59 anos passaram a ter indicação gratuita nessas regiões em que há disponibilidade de doses.

Grupo com indicação de vacinação gratuita (depende da disponibilidade de doses nas cidades):

  1. Professores da rede pública e privada;
  2. Profissionais de saúde;
  3. Crianças entre 6 meses e nove anos;
  4. Gestantes;
  5. Mulheres com parto recente (com até 45 dias);
  6. Adultos entre 50 e 59 anos;
  7. Idosos a partir de 60 anos;
  8. Povos índigenas;
  9. Portadores de doenças crônicas;
  10. População privada de liberdade (inclui funcionários do sistema prisional e menores infratores).
No total, o Ministério da Saúde conseguiu atingir 86,1% do público-alvo até sexta-feira (25). Gestantes e crianças tiveram a menor cobertura (73,4% e 73,2%).

Abono salarial de 2017 começa a ser pago em 26 de julho

Os pagamentos do Abono Salarial ano-base 2017 começam em 26 de julho. O calendário foi definido nesta terça-feira (26) durante a reunião do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), na sede do Ministério do Trabalho, em Brasília. A estimativa é que sejam destinados R$ 18,1 bilhões a 23,5 milhões de trabalhadores a partir do próximo mês.
Quem nasceu de julho a dezembro, recebe o benefício ainda este ano. Já os nascidos entre janeiro e junho, terão o recurso disponível para saque em 2019. Em qualquer situação, o dinheiro ficará à disposição do trabalhador até 28 de junho de 2019, prazo final para o recebimento.
Os empregados da iniciativa privada, vinculados ao PIS, sacam o dinheiro na Caixa. Para os funcionários públicos, associados ao Pasep, a referência é o Banco do Brasil. Quem for correntista desses bancos terão o benefício creditado em conta no período estabelecido no calendário.
Para ter direito ao Abono Salarial do PIS/Pasep é necessário ter trabalhado formalmente por pelo menos um mês em 2017 com remuneração média de até dois salários mínimos. Além disso, o trabalhador já deveria estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter tido seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).
A quantia que cada trabalhador tem para receber é proporcional ao número de meses trabalhados formalmente em 2017. O valor do abono salarial será calculado na proporção 1/12 do salário mínimo vigente na data do pagamento. Quem trabalhou durante todo o ano receberá o valor cheio, do salário mínimo; quem trabalhou por apenas 30 dias receberá o valor mínimo.

Pela primeira vez, o vírus da zika é divulgado em alta resolução

Em tempos de Copa do Mundo, algum desavisado poderia até pensar que se trata de uma bola de futebol. Na verdade, é a imagem tridimensional mais detalhada já feita do vírus da zika. O conhecimento cada vez mais profundo da estrutura desse flavivírus é essencial para o diagnóstico, para o desenvolvimento de remédios contra a doença e até para a criação de uma vacina.
Pesquisadores da Universidade de Purdue, nos EUA, foram os primeiros a revelar a estrutura do vírus da zika, em 2016, depois de o Brasil ter enfrentado uma epidemia de bebês nascidos com microcefalia porque suas mães tinham sido expostas ao vírus durante a gravidez.
Agora, eles conseguiram uma nova imagem, com uma resolução ainda maior; equivalente, para se ter uma ideia, ao tamanho de dois átomos. É o maior zoom já feito em um vírus desse tipo. A descoberta foi publicada na edição online desta terça-feira da revista “Structure”.
“Esta é a imagem mais precisa que temos do vírus até hoje”, afirmou Michael Rossmann, professor de ciências biológicas da universidade. “O resultado nos dá novas formas de desenvolver compostos antivirais e nos dá também a base para a estrutura de uma vacina.”
Para além das interações químicas entre remédios e vírus, existe uma questão estrutural, mais mecânica mesmo. Imagine esta imagem do vírus como uma estrutura formada de peças de lego.
Neste elevado grau de detalhamento, é possível enxergar “janelas” para a entrada de remédios e imunizantes. É possível também investir no design desses compostos para facilitar sua entrada no vírus. Dá para estudar também as partes da estrutura do vírus que se liga às células sadias para infectá-las.
“Estamos aprendendo como o vírus funciona para poder manipulá-lo e evitar a doença”, explicou Rossmann.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o vírus está presente hoje em 86 países. Este ano, no Brasil, foram registrados cerca de 3 mil casos da doença, a maioria no Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. Apenas uma morte foi confirmada.

                                         
                                         Eccos Tv de Serra Talhada

Petrolina atinge quase 90% da meta de vacinação contra a gripe

A Campanha Nacional contra a Influenza terminou na última sexta-feira (22) e a Secretaria de Saúde de Petrolina divulga o balanço de imunizações consolidado até à tarde desta terça-feira (26).
A meta preconizada pelo Governo de Pernambuco era de vacinar 70.003 pessoas ou 90% deste número. O município de Petrolina registrou vacinação de 87% do público-alvo geral.  Dos grupos prioritários apenas trabalhadores da saúde, idosos e professores atingiram a meta.
O grupo de crianças de seis meses a cinco anos foi o que menos procurou os postos de saúde para se proteger contra a gripe, registrando 72,57% de imunização, atrás do número de gestantes, com 79,13% e mulheres que acabaram de ter filhos, as puérperas, com 84,14%.
 De acordo com a Secretaria Executiva de Vigilância em Saúde, Marlene Leandro, serão promovidas estratégias para alcançar esse público-alvo que não se vacinou. “Vamos continuar indo às creches e CMEIS para buscar as crianças que ainda não foram vacinadas e também aproveitar os mutirões de saúde, que sempre acontecem aos sábados, para oferecer a vacinação ao público-alvo, utilizando as doses que ainda estão disponíveis no município, explica.
A vacina contra a gripe protege contra três tipos de vírus: H3N2, Influenza B e H1N1, e é a maior garantia da prevenção contra o agravo. Diante dos números, a Secretaria de Saúde convoca o público-alvo que ainda não se vacinou  para procurar a unidade de saúde mais próxima. “Convocamos a população alvo para fazer uso da vacina e garantir a imunização, evitando assim um surto do agravo no município”, destaca Marlene.

Planos de saúde: nova norma estabelece que paciente pague até 40% do valor dos atendimentos

Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou nesta quinta-feira (28) novas regras que estabelecem a cobrança de coparticipação e de franquia em planos de saúde. Segundo a resolução normativa nº 433, os pacientes deverão pagar até 40% no caso de haver cobrança de coparticipação (quando o paciente paga parte dos custos) em cima do valor de cada procedimento realizado. As novas regras entrarão em vigor em 180 dias e valem somente para novos contratos.
A norma estabelece ainda que o valor máximo a ser pago pela coparticipação não pode ultrapassar o valor correspondente à própria mensalidade do consumidor (limite mensal) e/ou a 12 mensalidades no ano (limite anual).
Por exemplo, se o beneficiário paga R$ 100 de mensalidade, o limite mensal da coparticipação não pode ultrapassar R$ 100. Com isso, o beneficiário irá pagar, no mês em que houve a coparticipação, o máximo de R$ 200. No caso do limite anual, o valor da coparticipação seria de R$ 1.200. É proibida a utilização da coparticipação diferenciada por doença ou patologia.
No entanto, esse limite poderá ser aumentado em 50% no caso de planos de saúde empresariais que prevejam esse aumento por meio de acordos ou convenções coletivas de trabalho. Assim, os limites mensais e anuais da coparticipação passariam para R$ 150 e R$ 1.500, respectivamente.
Caso seja ultrapassado o limite estabelecido, os custos de utilização do plano de saúde passarão a ser integralmente arcados pela operadora, sendo proibida a cobrança de valores excedentes no ano seguinte.
No caso de atendimentos em pronto-socorro, somente poderá ser cobrado um valor fixo e único – não importando a quantidade e o tipo de procedimento realizado. O valor deverá ser previamente conhecido pelo beneficiário e não poderá ser superior a 50% do valor da mensalidade, nem maior que o valor pago pela operadora ao prestador.
As novas regras também preveem isenção de cobrança de coparticipação e franquia em mais de 250 procedimentos e eventos em saúde, entre eles consultas com médico generalista, exames preventivos e de pré-natal e tratamentos crônicos. Atualmente, os mecanismos incidem em qualquer procedimento.

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